Podia contar pelos dedos das mãos as vezes que me esqueço de ti. São escassas. Até quando durmo estás no meu pensamento. Não devia, eu sei.
Não tem conta as vezes que me dizem: “É tempo de esqueceres”. Falar é fácil.
Hoje vou sair de casa e vou tentar, por uma noite que seja, esquecer-te. Vou conseguir? Tenho dúvidas. Devo esquecer todo este tempo que nos uniu e continuar a vida que tinha antes? Talvez seja o melhor. Aliás, é mesmo o melhor.
Mas esquecer? Essa palavra continua sem sentido na minha cabeça, não tem significado e vai ser assim por algum tempo, penso eu.
Estou confuso, é fácil perceber pelas minhas palavras.
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